Farmacogenética
A humanidade e dividida em diferentes raças, etnias,
culturas e vários outros fatores que diferenciam um indivíduo do outro. E é
essa a principal preocupação da farmacologia e da biotecnologia no
desenvolvimento de medicamentos; os estudos são direcionados a atender o maior
número de pessoas possíveis, e para isso são testados em grupos variados de
pessoas de diferentes idades, raças etc. tudo isso para garantir a eficácia dos
medicamentos. É através desses testes que são levantados as informações sobre
os efeitos colaterais dos fármacos e as reações adversas. Pensando nisso, surge
uma nova área na ciência farmacologia e biotecnológica, a Farmacogenética;
que leva em consideração a variabilidade genética de cada indivíduo, e estuda a
reação do medicamento em cada organismo.
A Farmacogenética pode ser chamada de Farmacogenômica.
Essa ciência está em formação no Brasil, poucos laboratórios estão trabalhando
com essa tecnologia, porém e uma área promissora e de grande importância para a
sociedade. Essa é a primeira vez que a farmacologia leva em consideração cada
paciente como um ser único e diferente.
Os laboratórios de manipulação já trabalham com
medicamentos certo para uma determinada pessoa, porém não são precisos, pois
eles apenas manipulam a dosagem dos fármacos já existentes, levando em
consideração prescrição médica.
Os principais fatores que interfere nos efeitos dos
fármacos no organismo são: metabolismo, alimentação, idade, peso e atividades
físicas. Tudo isso deve ser levando em consideração na prescrição
medicamentosa, porém é difícil determinar esses fatores com precisão em uma
consulta médica, pois nem sempre o paciente passa as informações corretas, e
nem mesmo o paciente sabe determinar um desses fatores que é o metabolismo.
O projeto Genoma Humano que terminou em 2003, pode-se
entender novas técnicas de sequenciamento e novas formas de entender o DNA e
isso possibilitou uma medicina pessoalizada e mais eficaz aos pacientes,
através de biomarcadores.
Os Biomarcadores foram determinados como
características de DNA ou RNA pela European Medicines Agency (EMA); que
mensuraram processos patogênicos, normais, respostas a intervenções
terapêuticas entre outros.
As reações adversas correspondem a 7% das
hospitalizações, 20% das readmissões nos hospitais e os biomarcadores ajudam na
eficácia das respostas prevenindo essas reações.
A sequência do genoma humano nos revela que,
evolutivamente, há variação entre indivíduos para indivíduos e populações para
populações. Essas sequências de DNA são presentes em mais de 1% da população e
são definidos como polimorfismo genético, esses polimorfismos capazes de
alterar a ação de proteínas ou enzimas e expressão gênica.
Todos esses
estudos e outros da mesma área, nos dar uma aproximação mais eficiente do
efeito real do medicamento no organismo do paciente. Assim, reduz-se os efeitos
que provocam certo sofrimento ou retardo nos efeitos dos fármacos. De certa
forma, serão feitos um medicamento especial para cada pessoa, isso ainda está longe
de acontecer, porém está tendendo para isso.
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